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Igor Madeira – Psicólogo/Analista do Comportamento

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Gostaría de comunicar em primeira mão aos leitores diários que passam por aqui que a data da minha defesa de qualificação de Tese de Mestrado está marcada, isso mesmo, com hora e local rs… ( isso justifica a ausência de textos no blog por algum tempo). O título da Tese é “Aprendizagem Musical: Manutenção de Classes de equivalência ao longo do tempo”. Terei a ilustríssima participação do Dr. Elizeu Borloti – UFES (Orientador), Drª Rosana Suemi – UFES ( Títular da Banca), Drª Verônica Bender Haydu – UEL ( Titular da banca- na minha opinião, o maior nome do país em manutenção de classes de estímulos equivalentes), Dr. Paulo Rogério Menandro ( Suplente da banca) e do professor MSc e Doutorando Alex Roberto Machado. A data da defesa será dia 16/05 ás 13:00hs no programa de Pós-graduação em Psicologia da UFES. Quem quiser ver o autor desse blog passar aperto, está convidado ! Forte Abraço  a todos e obrigado por passarem por aqui e considerarem aquilo que escrevo.

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Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 20,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

In 2010, there were 8 new posts, growing the total archive of this blog to 39 posts. Fez upload de 23 imagens, ocupando um total de 1mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por mês.

The busiest day of the year was 10 de junho with 257 views. The most popular post that day was A ÉTICA DOS PORÕES.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram google.com.br, mahalo.com, search.conduit.com, lucasnapoli.wordpress.com e pt-br.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por elisabeth fritzl, josef fritzl, alvo, etica e sus

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

A ÉTICA DOS PORÕES março, 2009

2

Saúde Pública: O SIH/SUS como uma fonte de informação sobre internações hospitalares março, 2010
1 comentário

3

O controle de estímulo e o treino discriminativo maio, 2009
8 comentários

4

Qual a melhor resposta para a Ética da Menor idade? by Maísa Campos novembro, 2009

5

A PSICOLOGIA E SUA RELAÇÃO COM O TRÂNSITO abril, 2009
3 comentários

Participe ou Indique: Pesquisa sobre Música e Psicologia

Prezado(a)s,
Estamos realizando uma pesquisa no departamento de Psicologia da UFES sobre Relacionamento interpessoal e música, com músicos ou com pessoas que tocam algum tipo de instrumento musical. Se você se enquadra nesse perfil e puder  nos ajudar, pedimos que você responda ao questionário que é fácil e rápido (no máximo 7 a 10 minutos), e que encaminhe esta mensagem para seus amigos e conhecidos que são músicos ou que tocam algum instrumento musical.

Quando você clicar no link abaixo será direcionado para uma janela referente à página inicial da pesquisa.

CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR

OBS IMPORTANTE: Caso alguma questão com asterisco (*) fique em branco a página não mudará quando você tentar passá-la, por favor, responda  as questões e principalmente as perguntas marcadas com um asterisco vermelho e passe para a próxima questão.

Desde já muito obrigado.

Agradecimentos

Na semana passada estive dando algumas palestras na Escola Estadual Prof. Nelson de Sena e na Escola Prof. Darcy Ribeiro. Gostaria de agradecer aos mais de 500 alunos na qual tive a oportunidade de conversar, conhecer e trocar idéias sobre planejamento e ações ! A todos os alunos, o meu muito obrigado e até a próxima !

Valeu Nelsão !

Gostaría de agradecer a todos os alunos da E.E.Prof. Nelson de Sena de Gov. Valadares – MG pela participação na palestra que estive ministrando ontem, ao todo foram 240 alunos que tive a oportunidade de compartilhar um pouco da minha trajetória acadêmica e experiência profissional. Vocês são “Show de Bola”. Foi muito gratificante estar em um lugar em que construí laços de amizades muito fortes. Aos diretores e professores que me receberam novamente de braços abertos, vai aqui o meu MUITO OBRIGADO !

Saúde Pública: O SIH/SUS como uma fonte de informação sobre internações hospitalares

A causa de morte por fatores externos tiveram seu crescimento no Brasil a partir da década de 80, quando elas passaram a ocupar a segunda posição dentre os óbitos. “No Brasil, o acidente de trânsito é apontado como a segunda causa de morte de jovens, sendo a primeira na região sul” (FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE, 2000). Não são os jovens os únicos gravemente feridos ou mortos nos acidentes, eles geralmente envolvem outras pessoas, familiares e amigos, que tem suas vidas marcadas por um prejuízo muitas vezes irreversível (PANICHI & WAGNER, 2006). No mundo inteiro, as análises dos fatores externos são feitas utilizando dados de mortalidade, pois eles são facilmente obtidos de forma sistematizada, além de apresentarem melhor qualidade da informação. Já a análise da morbidade por estas causas vem exigindo criações de grandes bancos de dados desenhados especificamente para essa finalidade (MELLO JORGE & KOIZUMI, 2004).

O banco de dados “Major Trauma Outcome Study – MTOS” dos Estados Unidos é reconhecido como o de maior impacto na análise da morbidade hospitalar por trauma. Os seus estudos são fundamentais para a avaliação da gravidade e das intervenções em trauma (CHAMPION, 1999) apud Mello Jorge (2004).

No Brasil, não há banco de dados similares, porém, os dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) têm possibilitado importantes análises quanto à morbidade hospitalar. Vale enfatizar que a partir de 1997, os registros hospitalares relacionados com lesões e envenenamentos (CID-10) tiveram o acréscimo do tipo de causa externa como diagnóstico secundário (OLIVEIRA, 2006).  De acordo com Tomimatsu et al (2008,p.3)

 É obrigatório, desde Janeiro de 2008, atribuir código do capítulo XX(Causas Externas de Morbidade e Mortalidade) da Classificação Internacional de Doenças (CID) 10ª Revisão ao campo “ diagnóstico secundário ” da AIH nos casos de internação pelo SUS por causas acidentais ou violentas. Dessa forma além de proporcionar conhecimento sobre as consequências do acidente ou violência (fraturas, queimaduras, ferimentos entre outros) que teriam sua codificação no campo “diagnóstico principal” (Capítulo XIX da CID-10), o sistema também possibilitaria conhecer por meio do” diagnóstico secundário”, as” causas” dessas lesões(por exemplo atropelamento, acidente de moto, agressão, tentativa de suicídio). Assim o sistema contribui para as análises da situação e das tendências dessas internações e, consequentemente, para subsidiar as intervenções preventivas necessárias.

 O Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS) é o maior sistema de informação nacional, registrando cerca de 11,5 milhões de internações/ano (BRASIL, 2008). Seu objetivo principal é a remuneração de internações ocorridas nos hospitais públicos e privados, conveniados com o SUS. A autorização de Internação Hospitalar (AIH) é o documento que compõe cada registro de sua base de dados (TOMIMATSU et al, 2008).

O SIH/SUS foi concebido para operar o sistema de mapeamento de internações dos hospitais contratados e tem apresentado melhoras gradativas ao longo de sua existência. Sua abrangência limita-se às internações no âmbito do SUS, excluindo as que são custeadas diretamente ou cobertas por planos de Saúde (MELLO JORGE & KOIZUMI, 2004). De acordo com Risi jr. (2002), esse sistema reúne informações sobre cerca de 70% das internações hospitalares do país, entretanto, apesar da limitação quantitativa e de haver problemas quanto à qualidade das informações, alguns autores como Lecovitz & Pereira (1993), Lebrão, Mello Jorge & Laurenti (1997) referem-se que as estatísticas hospitalares permitem um quadro quase completo da mortalidade mais grave da população, qual seja a que leva à hospitalização.

Um estudo realizado por Koizumi, Lebrão & Mello Jorge (2000) com o objetivo de verificar a morbimortalidade por traumatismo cranioencefálico no município de São Paulo, mostraram que as pesquisas anteriores utilizando os dados do SIH/SUS e enfocando o traumatismo craniano, demonstraram que o perfil dos pacientes que são internados por essa causa é diferente daquele verificado na mortalidade por causas externas, e que a morbimortalidade precisa ser considerada nesses dois conjuntos, tanto na assistência em trauma como também nos programas que visam a prevenção.

Utilizando o SIH/SUS como fonte de dados, observa-se que nas internações hospitalares, as quedas predominaram atingindo quase metade de todas as internações por causas externas, os acidentes de transporte aparecem em segundo lugar com proporções próximas a 20%, e as agressões atingem cerca de 6% (MELLO JORGE & KOIZUMI, 2004).

O Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) permite uma análise de dados sobre acidentes e violências (MELIONE & MELLO JORGE, 2008). De acordo com Melione & Mello Jorge (2008), embora esse sistema seja criticado como fonte de informação epidemiológica, por seu caráter de controle de pagamento, ele cobre todo o território nacional e seus dados encontram-se disponíveis para o público em geral, em meio eletrônico, com defasagem de cerca de dois meses. Para Tomimatsu (2008, p.01)

 Apesar das limitações inerentes às características administrativas, e ao fato de não ser universal, pois abrange somente as internações pagas pelo SUS, o SIH/SUS apresenta várias vantagens: tem coleta rotineira em um grande número de unidades hospitalares, é disponibilizado ao público interessado em pouco tempo, abrange aproximadamente 70% das internações brasileiras e conta com informações epidemiológicas importantes, as quais permitem inúmeras análises da situação de morbidade hospitalar e de avaliação de serviços. Além disso, o Sistema vem sendo utilizado para avaliação de outros sistemas de informação, tais como o de nascidos vivos, ou como fonte complementar de dados sobre doenças e agravos para fins de vigilância epidemiológica. Assim contribuiu com subsídios para o planejamento de ações, no apoio à vigilância em saúde e na avaliação das intervenções.

 Apesar da importância da informação sobre os diagnósticos “principais” e “secundários” nas internações para análise de situações de saúde, poucos trabalhos avaliaram a qualidade desses dados no SIH/SUS (Tomimatsu, 2008) De acordo com Tomimatsu (2008, p.3) na

 Revisão de literatura de Bittencourt et al abrangendo o período 1984-2003 identificou apensas três estudos, todos anteriores à primeira portaria do Ministério da Saúde que determinou a inclusão do código da causa externa no campo “ diagnóstico secundário ”. Após a emissão dessa portaria, apenas um trabalho foi detectado na revisão de literatura especializada enfocando a qualidade da informação sobre internações por causas externas no SIH/SUS.

 Utilizando o SIH/SUS como fonte de dados, Marchese e Scatena (2008) apresentaram a caracterização das vítimas de violências e acidentes em serviços e emergência no município de Alta Floresta-MT e identificaram que entre as internações 58,5% foram fraturas, 29% em membros inferiores e o sexo masculino apresentou maior número de internações com diagnóstico de fratura.

Os estudos realizados por Melione e Mello Jorge (2008) com bases no SIH/SUS investigaram a morbidade hospitalar por causas externas no município de São José dos Campos/SP, concluiu-se que a cada três internações pelo SUS decorrentes de acidentes de trânsito no período de 1998 a 2002 uma internação estava relacionada à ocorrência de óbito.

Os pesquisadores que investigam os custos das causas externas e os acidentes e violências utilizando o SIH/SUS adotam metodologias diversas. De acordo com Rodrigues et al (2009)

 Alguns autores analisaram os dados disponíveis sobre as internações hospitalares para esse grupo de causas, tais como Jorge & Koizumi, Feijo & Portela, Mendonça et al e Lunes. Esse tipo de abordagem tem a vantagem de trabalhar com informações bastante detalhadas sobre todas as internações realizadas pelo SUS, que são registradas nas guias de Autorização para Internação Hospitalar (AIH) do SIH. Com bases nesses dados, que disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS), é possível recuperar os procedimentos realizados em cada internação e seus respectivos valores, além do motivo de saída (se alta ou óbito), local de internação, características dos pacientes, sendo todas as informações desagregadas por tipo de causa de acordo com o CID-10.

 Assim, pode-se concluir que os acidentes de trânsito são apontados como grandes responsáveis pelas internações hospitalares no Brasil. Em 2005, foram registradas cerca de 800 mil internações por acidentes de trânsito no SIH/SUS (TOMIMATSU, 2008). Apesar de, em geral, essas causas apresentarem menor tempo de internação, seu custo é superior ao observado nas internações por causas naturais (MINAYO et al 2003), representando impacto significativo para os recursos públicos de saúde.

Parte I – O processo de aquisição de comportamentos em AEC ( Modelagem)

            Dentre os vários significados que a palavra modelagem tem, enfatizamos o significado de “dar forma”.  Uma das grandes técnicas utilizadas pela Análise Experimental do Comportamento e que fascina os alunos de Psicologia, pauta-se em um procedimento chamado modelagem. Esse método consiste em dar forma ou instalar comportamentos em um organismo vivo.

            A modelagem pode ser considerada como um processo “passo a passo”; suponha que uma pessoa queira aprender a dirigir um carro; em primeiro lugar ela irá estudar as leis de trânsito, o funcionamento mecânico do automóvel, como passar marcha acelerar, frear, pisar na embreagem e etc…, até que ela adquira habilidades para dirigir sozinha.

            Em um laboratório, com condições estritamente controladas, podemos ver o processo de modelagem de uma forma mais nítida e precisa. Suponha que o comportamento final que eu quero instalar em um rato de laboratório é fazer com que ele pressione uma barra e em seguida beba água, porém meu animal não possui tal aparato, como devo prosseguir? Em primeiro lugar é necessário medirmos a linha de base, ou seja, verificar os comportamentos que o rato emite sem que eu interfira nesse processo. É muito comum que os ratos farejem a barra, subam ao lado da barra e até mesmo a toquem, porém o processo de aprendizagem não será tão eficaz, pois não houve  conseqüências reforçadoras.

            Após a verificação dos comportamentos da linha de base, eu devo estabelecer a ordem em que os comportamentos serão reforçados. Eu poderia estabelecê-los da seguinte forma:

1 – Caminhar em direção a barra

2 – Chegar mais perto da barra

3 – Farejar a barra

4 – Levantar

5 – Tocar a barra

É importante ressaltar que nessas condições o rato deverá estar estritamente privado de água, pois a probabilidade de que ele se comporte a fim de obter água é muito maior. A cada comportamento emitido pelo rato eu devo reforçá-lo com água, isso fará com que ele repita esse comportamento reforçado por mais vezes para receber água. Quando eu discriminar que o meu rato aprendeu a emitir determinado comportamento e obter água, eu devo reforçar o comportamento seguinte. É importante lembrar ao leitor que se o reforço não for dado por um determinado tempo, ele perde o seu efeito, ou seja, se eu conseguir que o meu rato tenha um comportamento de caminhar em direção a barra e após esse evento estabelecer um novo critério de reforçamento e ele não emitir esse segundo comportamento, a probabilidade de que ele pare de se comportar é muito maior devido a ausência de conseqüências reforçadoras, portanto eu devo retornar ao procedimento inicial e fazê-lo novamente.

Seguindo esse modelo passo a passo, o rato conseguirá finalmente tocar a barra e beber água. Após a realização do último passo, podemos dizer que houve a ocorrência da modelagem, gerando a aquisição de novos comportamentos.

O processo de aprendizagem por modelagem é muito funcional em nossa cultura, é utilizado principalmente por Psicólogos, professores, educadores e pelos meios de comunicação. Mas esse é um assunto que discutiremos no próximo post, até mais.

O vídeo abaixo foi um exemplo de modelagem retirado do youtube, na ocasião foram listado outros comportamentos que foram reforçados passo a passo.

Créditos: Alunos da universidade Unicentro.

Fique por dentro:

Na noite de Quinta-feira, o Psicólogo  Igor Madeira esteve presente no Seminário ” Práticas e Saberes, Teoria em Debate ” do Pólo de Promoção da Cidadania da Universidade Vale do Rio Doce, proferindo a conferência: ” Teoria + Prática = uma proposta de intervenção “. Na ocasião foram discutidos temas como Comportamento do cliente e do Terapeuta, a importância de uma observação eficaz e de participar de estágios de extensão. O evento contou com a participação de 600 pessoas, dentre elas profisionais, alunos, professores e coordenadores de curso.

O Behaviorismo e seu método de ensino

O post de hoje é um vídeo de um dos maiores behavioristas do cenário mundial: Dr. João Cláudio Todorov. Nesse vídeo ele explica o que é o behaviorismo, o seu método de aplicação no ensino,  e conta um pouco do seu programa de educação desenvolvido no IESB.

Créditos: IESB.

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