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As pessoas vivem dizendo por ai que são livres para fazerem o que bem entenderem de suas vidas, podendo decidir da forma como melhor lhes convém. Porém, essa idéia de liberdade é utópica, visto que sofremos os efeitos de nossas ações e estamos submersos em uma cultura, o que gera certa padronização na forma como nos comportamos, a isso chamo de Generalização de Comportamentos o que acaba se tornando uma prática cultural, ou seja, um comportamento comum a todos.

Afirmo isso em decorrência de que, o sujeito inserido em uma determinada cultura,  possui certos comportamentos que são reforçados pela comunidade social outros são punidos por ela. Como salientei em outros textos, os comportamentos reforçadores são aqueles que acrescentam algo no ambiente e tem maior probabilidade de ocorrerem futuramente, enquanto os comportamentos punidos são eliminados do repertório de um determinado sujeito.

Mediante essa explanação, é impossível falarmos em liberdade, visto que todas as nossas ações ora são reforçadas, ora punidas, e isso faz com que nos submetamos às contingências vigentes. Assim, todo o mito de liberdade é jogado por água abaixo.  Para se ter uma idéia, as pessoas se sentem livres quando todas as suas ações são reforçadas pela comunidade social, enquanto aqueles que são punidos podem com toda certeza afirmar que a liberdade é utópica. Observem dois funcionários em uma empresa que sofrem consequências contrárias, aquele que não é repreendido pelo patrão se sentirá “ livre ” considerando aquela empresa a melhor do mundo, enquanto o que é punido, logo, logo, arrumará um jeito de pedir demissão, ou de comportar-se de uma outra forma para não ser punido.

O controle é inevitável, porém o excesso dele pode ser prejudicial e gerar por parte daqueles que o sofrem uma certa rebeldia, em uma linguagem científica o chamado “ contracontrole”. As grandes manifestações e os grandes protestos partiram de classes minoritárias que foram reprimidas pelas classes dominantes. As greves resumem bem o que chamo de contracontrole; é uma classe que é punida de alguma forma e briga pelos seus direitos.

Porém, caro leitor não vemos somente esse controle e contracontrole nas grandes manifestações sociais, podemos enxergá-las no nosso cotidiano. As pessoas adquiriram uma cultura de posse e de que são “ donos dos outros ”, estabelecendo assim contingências em que você pode ser reforçado ou punido caso emita certos comportamentos. Essa cultura é muito comum em laços afetivos que são estabelecidos entre as pessoas, principalmente quando se trata de namoro, noivado ou casamento. As pessoas querem saber tudo o que você faz, punindo seus comportamos ou privando-lhe de certas coisas caso não os agradem. Porém quero informar aos punidos e aos punidores que em um determinado momento a punição perderá seu efeito, pois a pessoa irá cansar-se de submeter-se a isso, e aquele que foi punido procurará uma outra alternativa, ou um outro meio de receber reforçadores. Traduzindo para uma linguagem mais coloquial: o pé na bunda será inevitável caso a punição e a privação insista. Assim alerto-vos:

O Controle em excesso pode gerar contracontrole e ser prejudicial a “saúde”

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