Ansiedade

O mundo pós-moderno gira numa grande velocidade, os avanços tecnológicos fizeram com que a maioria das coisas ao nosso redor acontecessem de forma instantânea, basta escrever uma mensagem, dar um click no mouse e pronto, seu e-mail foi enviado com sucesso! O que me surpreende com esses avanços é a possibilidade de falar com alguém do outro lado do planeta e ser correspondido por este em frações de segundo. Em ERAS bem arcaicas da tecnologia, tínhamos a internet discada (e ainda temos rs…), ficávamos ansiosos para chegar às 00h01min da sexta feira só para conectarmos o PC a internet, e olha que demorava viu… ! E a velocidade para carregar uma página ou uma imagem? Demorava uma eternidade … o interessante é que naquele tempo as páginas não demoravam, visto que ainda não conhecíamos as maravilhas da internet banda larga. Quem não se lembra do vídeo-cassete? Rebobinávamos as fitas todas as vezes que terminávamos de assistir um filme, visto que a locadora cobrava árduas multas caso não o fizéssemos, hoje o famoso DVD não possui essa função e ainda temos coragem de reclamar quando ele demorar a abrir as opções de Menu. O mundo se transformou em um verdadeiro “Fast Food”, tudo muito rápido, instantâneo. O famoso Miojo que demorava três minutos para ser feito, se tornou uma eternidade …

Com esses acontecimentos e tantos outros, nossos comportamentos vão ficando cada vez mais sujeitos a essa velocidade e instantaneidade, não temos tempo para esperarmos as coisas acontecerem, e tais consequências imediatas vão gerando cada vez mais, indivíduos ansiosos, hipertensos e por ai vai. As pessoas hoje em dia se tornaram tão ansiosas que, quando ocorre um evento a longo prazo e que elas não podem fazer nada para que ele ocorra de imediato, criam grandes expectativas, pensam o tempo inteiro sobre o que poderá acontecer, só para alimentar a idéia de estar vivenciando aquele momento, assim criam a todo instante hipóteses que poderão ser confirmadas ou não. Aí que mora o problema, e esse problema tem nome: chama-se frustração.

Quando criamos expectativas demais sobre um determinado evento, automaticamente há um desgaste comportamental internamente e externamente; criamos ilusões de que nossas hipóteses serão confirmadas. Se elas são confirmadas, ótimo. E quando não são? Quando elas não ocorrem, a frustração é imediata, pois apostávamos que aquele evento ocorreria da forma como planejamos; mas não podemos prever o futuro, certo? E o futuro não nos reservou o que almejávamos.

O segredo de não sermos surpreendidos por nossas expectativas e nem traídos por elas, é nos comportamos sempre em relação ao que está acontecendo agora e nunca criar hipóteses em relação ao que poderá acontecer, pois as contingências podem mudar e o reforço tão almejado não vir.

Não crie expectativas quanto ao futuro, pois elas podem ser frustrantes, viva o presente!

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