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Já passou por aquela situação em que tudo o que você faz dá errado? As coisas parecem não fluir da forma como você planejou? As estratégias que você supôs que iriam dar certo se esvaíram ao vento? Pois é meu caro, está na hora de avaliar as Contingências. De acordo com o dicionário “Vocabulário de Análise do Comportamento”, o termo contingência se refere à: componentes das relações comportamentais que apresentam relações de dependência entre si. Cf. relação funcional, contigüidade, comportamento. Vou explicar melhor.

É de conhecimento da maioria dos Analistas do Comportamento de que o comportamento não ocorre por si só, mesmo que ocorra ele produzirá algo, portanto ele não está sozinho, sempre há uma relação dependente, os pesquisadores o chamam de variável dependente, ou seja, um evento que depende de algo. Nessa miscelânea toda, podemos caracterizar as contingências como uma relação entre Estímulos Discriminativos (Sd), Comportamento(C) e Consequências (Cs).

A maioria dos pacientes, ou quase todos que nos procuram na clínica sofrem desses problemas contingenciais, visto que o ambiente que eles vivem não produzem os reforços para manter seus comportamentos ou estimulá-los, assim a maioria acaba desistindo de fazer algo e procuram a terapia na busca de soluções. A função do terapeuta então é analisar as contingências que o paciente está inserido e assim modificar seu comportamento na tentativa de fazer com que haja certa estabilidade e ele receba reforços das pessoas com que convive.

Logo, quando fazemos de tudo e as coisas parecem dar errado, o problema está ai: fazer com que recebamos reforços sociais ou aprovação das pessoas que nos cercam para mantermos nossos comportamentos na ativa. A solução para tal problema é um princípio chamado de observação, lembra dos três termos envolvidos na contingência, Sd – C – CS?

Uma das possíveis respostas para tal problema se resume em três princípios: A primeira delas é observar o que está fazendo com que você haja de determinada maneira, ou seja, observar os estímulos que manipulam ou controlam seu comportamento. O segundo fator é observar o que você faz, quais são as suas ações dentro daquele contexto que está envolvido? O terceiro princípio é observar as consequências daquilo que você faz, pois são elas que mantém o seu comportamento, ou seja, se sua ação for boa e for aprovada pela maioria das pessoas, a tendência é que você se comporte da mesma maneira em situações posteriores, caso contrário a isso, sua ação será não repeti-las em eventos futuros. Suponhamos que,  um músico sobe ao palco, é aplaudido pelo público a tendência é que ele se motive e se dedique cada vez mais, porém, se ele receber vaias, a tendência é que desista de tocar ou praticar seu instrumento.

Portanto meu caro leitor, o segredo de se comportar quando as estratégias não funcionam, de acordo com o ditado popular é: Se acalmar, respirar fundo. Ou seja, pare de fazer o que está fazendo e observe-se, faça como um típico mineiro: coma quieto e o bolo pelas beiradas. Assim, perceberá de uma forma bem clara e conduzirá suas ações bem mais conscientes, dessa forma, as coisas que você fará começarão a dar certo e o tiro que você dava no escuro não mais ocorrerão.

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