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Esse é um dos grandes dilemas da humanidade: Razão X Emoção. Confesso que não é fácil explanar a respeito do tema, visto que ele é bastante denso e vem sendo discutido a vários séculos; acredito eu que o precursor dessa linha epistemológica seja René Descartes(dualismo cartesiano).

Esses dias estava indo para a Universidade, ouvi uma pessoa se queixar:

– Poxa, eu não deveria ter agido assim… Se eu soubesse…

Acredito que você, caro leitor deve ter vivenciado ou experimentado essa situação, dizendo a seguinte frase: Ah, se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente ou tudo de novo!

A maioria das pessoas vivem essas situações por não observarem o que ocorrem consigo, pode ser que isso seja um aparato biológico da raça humana, ou um comportamento aprendido por nós através de nossa cultura, visto que não fomos treinados a observar as circunstâncias ou os eventos que ocorrem conosco a todo instante. Penso que as nossas ações são “inconscientes”, quando afirmo isso, não me refiro a algo interno que é pulsante em nós, mas digo que não prestamos a atenção nas coisas que fazemos. É semelhante a andar de bicicleta ou dirigir um carro; no início, você presta atenção em todos os seus movimentos, com medo de cair ou de bater, a medida que o tempo passa esses comportamentos vão se tornando familiares e você os executa sem tanta atenção, chamo isso de “automicidade”.

Quão ruim seria se fossemos conscientes de todas as nossas ações. Ficaríamos criando circunstâncias ou hipóteses o tempo inteiro antes de fazermos algo, a vida seria praticamente um ringue de batalha, onde um buscaria influenciar o comportamento do outro.

Agora imagine se todos os nossos comportamentos fossem motivados somente pelas emoções? Daríamos dinheiro aos que nos pedem esmolas nas ruas, só por comoção ao sofrimento alheio, pularíamos em um rio sem sabermos nadar só por nos sentirmos instigados pelo brilho da água, ou pela sensação de frescura. O mundo se tornaria algo muito radical e perigoso, pois “o superego” como dizem meus amigos psicanalistas, estaria em falta, seríamos somente “id”, ou seja, “desejo” rs…. (dúvidas, acessem http://lucasnapoli.wordpress.com ele que entende dessas coisas).

Mediante essas explanações, sabemos que um ser totalmente saudável, possuí essas duas potencialidades, porém, uns utilizam mais a Razão, outros, as Emoções; essas coisas dependem de como fomos seqüenciados em nossas relações de aprendizagem, e como foi no decorrer da nossa história a utilização de uma dessas características em nosso ambiente.

O meu parecer final a essas situações é que, devemos agir com a emoção em certas situações que nos exige pouco tempo para pensarmos (não podemos generalizar, certo?), como no caso em que presenciamos um acidente e que precisamos salvar alguém de imediato, acredito que pensar qual a melhor estratégia nessas horas não seja tão funcional. Devemos utilizar a razão em situações que a emoção por si só não resolverá, para isso a fórmula é simples, devemos verificar o que está nos levando a tomar tais decisões, ou nos comportarmos assim, e quais as conseqüências que isso irá acarretar. A razão pode superar os sentimentos no sentido de concretude dos fatos, agimos com muito mais certeza, mas é impossível nos comportarmos “conscientemente” o tempo inteiro. O segredo é, observarmos as nossas ações e o que elas provocarão logo em seguida. Assim, a razão deve ser regrada com a emoção.

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