O Behaviorismo e seu método de ensino

Postado em Uncategorized com as tags , , em 24 24UTC janeiro 24UTC 2010 por Igor Madeira

O post de hoje é um vídeo de um dos maiores behavioristas do cenário mundial: Dr. João Cláudio Todorov. Nesse vídeo ele explica o que é o behaviorismo, o seu método de aplicação no ensino,  e conta um pouco do seu programa de educação desenvolvido no IESB.

Créditos: IESB.

O livro de Auto-ajuda, Ajuda?

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em 7 07UTC janeiro 07UTC 2010 por Igor Madeira

Dia desses estava em uma livraria com um amigo e fiquei surpreso ao ver nas estantes a quantidade de livros de auto-ajuda que eram oferecidos, o que mais me impressionou foi ver a enorme procura que esses livros tem por parte das pessoas. Qual será o encanto que faz com que a sociedade busque cada vez mais por esses manuais? O meu intuito nesse texto não é denegrir a imagem dos escritores que escrevem tais livros, mas alertar ao leitor de que essa receita milagrosa de que “ você poderá ficar milionário” é uma enorme ‘balela’ , aliás, quem fica rico são os autores que os escrevem, que em sua maioria são compostos por líderes religiosos, administradores de empresas, economistas, médicos e psicólogos.

O segredo das mentes vencedoras … 101 super dicas para liderar e influenciar as pessoas … Treinando a emoção para ser feliz … Como se dar bem na vida mesmo sendo um bosta … O que toda mulher inteligente deve saber … Por que as mulheres fazem amor e os homens fazem sexo? … O caminho do Fracasso …

Eu poderia ficar a vida inteira enumerando diversos livros, pois a quantidade de livros de auto-ajuda já publicados é extensa, mas vamos ao que interessa. A pergunta Central é:

  • Por que as receitas milagrosas dos livros de auto-ajuda não funcionam? E se funcionasse, porque todos os leitores que consumem tal material ainda continuam comprando?

Em primeiro lugar é importante que o leitor saiba que cada pessoa possui uma história diferente, o que faz de nós seres “ autênticos ”. Apesar de vivermos na mesma cultura; as condições que determinam nossos comportamentos individuais, ou seja, a nossa história pessoal, não são indenticas, as ações que me fazem ter sucesso são diferentes da sua.. O que determina o sucesso ou o fracasso de suas ações é o “ Ambiente ”. É somente o ambiente que fará com que você leitor, a partir do próprio comportamento em circunstâncias adequadas se torne um milionário da noite pro dia.

A partir dessas colocações, entenda de uma vez por todas o porquê que os livros de auto-ajuda não funcionam. A resposta é simples: Porque a história pessoal do autor e o ambiente em que ele vive é diferente do seu. Por mais que as situações descritas nos livros possam se assemelhar com a sua vida, as consequencias de suas ações com certeza serão diferentes, podem até se aproximar da idéia do autor, mas nunca será igual. Se o autor se tornou milionário de uma determinada maneira é porque as condições daquele momento proporcionaram iss; talvez as circunstâncias ambientais que você se comporta todos os dias nunca favorecerá tal ocorrência. Portanto meus caros leitores, ao comprarem um livro de auto-ajuda utilizem essa ferramenta como uma forma de entretenimento, mas nunca como um manual de regras, pois as consequências do consumo e dos usos de tais livros é somente o vício de comprar e comprar mais livros na busca de solucionar os próprios problemas. Ao invés de imitar a história das pessoas em busca do sucesso … invente a sua.

Qual a melhor resposta para a Ética da Menor idade? by Maísa Campos

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em 26 26UTC novembro 26UTC 2009 por Igor Madeira

Navegantes de Plantão, após vários dias sem postar aqui em decorrência das provas de Mestrado, retornei a esse blog com um clima de despedida…(calma, não irei excluir o blog)… Acontece que estamos mudando a Rotina … saindo da Universidade Vale do Rio Doce e provavelmente indo para UFES. Pois bem, em clima de despedida, nada melhor do que postar um texto de uma pessoa super especial e que desde 2008 conseguiu um lugar cativo no meu coração, não só pela amizade, mas pelo companheirismo, compreensão e atitudes marcantes que com certeza ficarão marcadas para sempre. Falo de Maísa Campos, uma excelente estudante de Psicologia da UNIVALE. obs: Maísa, desejo que esse seu trajeto na Psicologia seja brilhante e que você tenha muito sucesso ao longo desses anos.  Aliás, feliz Aniversário, Linda. ); ! rs…

Pra vocês leitores, apresento-vos o texto: Qual a melhor resposta para a Ética da Menor idade? By Maísa Campos.

 

 No dia 02 de Novembro de 2009, o site de notícias globo.com divulgou uma reportagem intitulada “Garota de 11 anos dá à luz menina no dia de seu próprio casamento na Bulgária” [1]. De acordo com o site de notícias, a menina (Kordeza Zhelyazkova ) descobriu que estava grávida duas semanas antes de completar 11 anos de idade, porém o pai da criança é um jovem de 19 anos (Jeliazko Dimitrov). Eles se conheceram quando o jovem rapaz foi defendê-la de garotos que a molestavam, duas semanas depois eles “conceberam a criança”. O rapaz pode ser condenado a seis anos de prisão por ter tido relações sexuais com uma garota menor de idade.   Em relação ao nascimento da filha, ela afirma: “Eu não vou mais brincar com brinquedos… agora tenho um novo brinquedo”.

 Sob essa perspectiva, queremos discursar a respeito da condição psíquica dessa garota ao assumir a responsabilidade de cuidar de uma família, se é ético ou não o fato do rapaz ser preso pelos seus atos e se as autoridades erraram em liberar o casamento deles. Assim, esse trabalho se baseia nos pressupostos da Análise do Comportamento de Skinner, dando maior ênfase para os contextos sociais, culturais e éticos debatidos na Ementa de Ética Profissional.

 De acordo com o Código Civil de nosso país, a maioridade refere-se à idade em que a pessoa passa a ser considerada capaz de responder pelos seus atos em vida pública, ou seja, exercer seus direitos de adultos, contrair obrigações e ser responsabilizada civil e penalmente por suas ações. Nas leis brasileiras, os menores de 18 anos são considerados incapazes e, portanto não podem sofrer punições pelos seus atos. Porém, há alguns fatores de acordo com o artigo 5 do Código Civil brasileiro que emancipam a maioridade; dentre eles podemos destacar (CÓDIGO CIVÍL BRASILEIRO,2002):

  - A emancipação dada por juiz mediante a autorização dos pais, ou, a partir dos 16 anos, sem necessidade de intervenção do juiz, mediante simples registro público efetuado pelos pais e pelo menor em cartório;

 - Pelo casamento;

 - Pelo exercício de emprego público efetivo;

 - Pela colação de grau em curso de ensino superior

 - Pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência da relação de emprego, desde que com elas, o menor tenha economia própria.

  No Século atual, temos visto uma rápida mudança e aceleramento dos padrões culturais em todo o mundo, algumas destas, são causada pelo advento do capitalismo e pela transformação do mundo do modelo “moderno para o pós-moderno”, tais transformações mudaram de forma significativa a idealização e o comportamento dos homens, pois este passou a ser visto pela sociedade pelo que possui e pelo que faz  e não necessariamente pelo que é. Esse efeito pós-moderno somado ao capitalismo, tornou o homem muito mais individualista e dono de si, afastando-o cada vez mais dos ideais coletivos e de comunidade, princípios que podem ser comparados com o socialismo de Marx e de Durkheim.

 Porém, o avanço do capitalismo e da tecnologia abalou também outro princípio fundamental na constituição dos sujeitos: As bases familiares. O modelo familiar que temos hoje se diferencia bastante dos modelos estabelecidos no princípio do séc XVIII, houve uma mudança significativa tanto no modelo estrututal quanto no modelo funcional da família.

 A família do século XVIII até meados do século XX era composta por pai, mãe e filhos, cada um exercia um papel fundamental no ambiente familiar, este modelo é considerado por estudiosos como “modelo nuclear”. Porém, tal perspectiva de família mudou de forma significativa. Assim, temos uma família heterogênea bem como uma mudança conceitual. As famílias do final do século XX até os dias de hoje não são consideradas ligadas simplesmente por laços genéticos ou sanguíneos, mas podem ser ligadas por laços de afetividade, ou seja, o núcleo familiar é composto por aquele que cuida e prepara o sujeito para situações do ambiente externo. Sob essa perspectiva uma das funcionalidades da família é preparar o sujeito para que ele ganhe repertórios para lidar com o “caos social” e com o mundo.

 É pensando nesse “caos social” que podemos utilizar a Circularidade Dialética do ETHOS como uma das formas de explicar a constituição do sujeito. Para a Circularidade Dialética o sujeito desde o momento em que foi concebido é inserido dentro dos padrões de costumes da sociedade, tais costumes são implantados no sujeito como se fosse algo dele, perpassando assim a comunidade local, assumindo uma forma que não pode ser encarada como individual, mas uma produção coletiva. Sendo assim, FIGUEIREDO (1995) afirma que “ o homem é arremessado num mundo, que ele não escolheu, e aí ele é como a abertura ao que deste mundo lhe vem ao encontro, ou seja, ele existe no sentido preciso de ser fora de si mesmo, de “ser o seu fora”, vale dizer, de ser-no-mundo. ” Desta forma, o sujeito entrará em contato num primeiro momento com a Práxis( Prática + Teoria), onde através do processo de imitação fará uma elaboração de suas práticas culturais iniciais.

 Logo em seguida, esse sujeito em processo de construção será revestido pelo que chamamos de “HABITAT” que se caracteriza pela morada física, uma parte do mundo onde o sujeito pode-se sentir relativamente abrigado. Com o passar do tempo esse sujeito vai se tornando adulto e adquirindo o que chamamos de “HÉXIS”, ou seja, começa a pensar racionalmente, questionando os valores que lhe foi imposto pela sociedade desde o nascimento. É ai que aparece uma nova “PRÁXIS” com o intuito de tornar o sujeito único, questionador, possuidor da razão. Tal perspectiva dialética evidencia no sujeito uma grande tensão, visto que este nunca está acabado, mas vive em um intenso diálogo com os padrões culturais, tendo a liberdade de voltar ao ponto inicial onde se situou, bem como avançá-lo. É importante salientar que este princípio envolve uma grande responsabilidade por parte do sujeito, pois este tem que chegar a um consenso que seja útil para ele e para o outro, formando-se assim um duelo intenso entre a intimidade versus a intersubjetividade.

 Diferenciando-se um pouco desta perspectiva formadora do sujeito, encontramos a Análise do Comportamento como uma vertente dos aspectos psicológicos, buscando encontrar no ambiente externo a explicação para as “mazelas humanas”.

 O Behaviorismo Radical foi fundado por B.F.Skinner por volta de 1945, e tem como objetivo focalizar a relação entre a pessoa se comportando, as condições ambientais onde o comportamento ocorre e as conseqüências de tal comportamento. Segundo CHIESA (2006, p.189) “os behavioristas radicais consideram o comportamento como um fenômeno que acontece naturalmente, suscetível a uma análise científica sem recorrer às confusões conceituais das concepções metafísicas ou às pressuposições filosóficas inerentes à filosofia ocidental”.

 Para o Behaviorismo Radical, o sujeito é composto de três aspectos fundamentais: O filogenético, ontogenético e cutural. O primeiro deles está intimamante ligado aos fatores genéticos e a evolução da espécie, podendo ser um atributo causador de diversos fatores de comportamento se submetidos a determinados estímulos. O segundo é devido à experiência individual de cada um no ambiente que está inserido, sendo atribuída a Tríplice contingência (Estimulo – Resposta e Consequência) a principal responsável por todos os padrões de comportamento existentes no homem, devido aos reforçadores que aumentam a probabilidade de sua ocorrência e a punição que as diminui. Assim, é a consequência de um ato que determinará a manutenção dos padrões de comportamento humano. E por fim, temos os padroes culturais, que norteiam a forma como os sujeitos irão lidar com as situações vivenciadas no dia a dia. As práticas culturais encontram subterfúgios nas macrocontingências, e são comparadas por Skinner aos padrões morais e éticos de uma sociedade.  Se observamos em uma escala de evolução podemos verificar que as mudanças nos comportamentos das pessoas ocorrem muito mais em função de seu aprendizado operante e pela cultura, do que pelos padrões genéticos, visto que um gene para se alterar biologicamente demoraria milhares de anos na cadeia evolucionista, enquanto os comportamentos por terem consequências imediatas, alteram-se o tempo todo.

 Nessa pequena introdução ao estudo dos conceitos familiares, dialéticos e comportamentais, podemos encontrar respaldos teóricos para analisarmos o fato ocorrido com essa criança.

 Em se tratando do conceito psíquico, ou melhor, comportamental; percebemos que essa criança não possui repertório suficiente para cuidar de outra criança nem tampouco de assumir a responsabilidade para cuidar de uma família. Os fatos da entrevista comprovam tal argumento, visto que a criança afirmou que seu filho é um “novo brinquedo”.

 Se pensarmos nos princípios fundamentais da circularidade Dialética e nos princípios básicos de cuidados familiares, podemos perceber que não houve um preparo por parte da família de Kordeza Zhelyazkova para instruí-la quanto às condições do mundo, pois ela afirma na entrevista que “não teve educação sexual e que a gravidez precoce foi um erro”. Baseando-se nesses princípios, podemos perceber que essas prática parentais provavelmente irão se repetir nessa nova família, pois Kordeza não possuí condições de instruir o seu novo filho às exigências do mundo pós-moderno.

 Se trouxermos esse caso para as leis da constituição Brasileira, podemos perceber que ela é irresponsável ao julgar “adulto” somente aquelas pessoas que se comportam de acordo com as questões enumeradas na primeira página e não considerar os aspectos psicológicos do indivíduo. Um outro ponto que podemos destacar refere-se ao fato de o porquê que as autoridades Búlgaras liberaram esse casamento, visto que foi somente depois de sua ocorrência que eles resolveram processar o sujeito envolvido, acusando-o de molestar sexualmente uma menor.

 Pautando-se nessas primeiras observações, dois questionamentos emergem: Seria ético permitir que uma criança sem condições psíquicas constituísse uma família? Se a constituição de uma família foi liberada pelas autoridades, porque punir o marido da garota?

 Se procurarmos responder essas questões, analisando a constituição brasileira, podemos afirmar que seria ético a permissão desse casamento, pois a garota comportou-se da forma como descreve o código. Porém, se olharmos mais uma vez para a circularidade Dialética e para os aspectos psíquicos, a resposta obviamente seria negativa, pois não há condições de se fornecer um HABITAT ideal para a formação dessa família, apesar dela ser considerada nuclear.

 Do ponto de vista da punição de Jeliazko Dimitrov, nos indagamos em procurar saber o porquê que tal fato não ocorreu antes da liberação do casamento. Visto que, se a pedofilia é uma prática proibitiva na Bulgária, não seria ético permitir que a garota casasse com um pedófilo, pois o casamento só reforçaria a sua perversão. Por outro lado, se o casamento foi liberado, porque punir Jeliazko Dimitrov pelos seus comportamentos? Como encontrar uma resposta ética para esse caso?

 Podemos concluir que não cabe a nós, baseando-se no ponto de vista da cultura brasileira a tentativa de encontrar uma resposta para esse caso, pois seríamos etnocêntricos considerarmos os valores de nossa cultura superiores às demais, visto que a cultura de um país é de suma importância para a compreensão do motivo pelo qual as pessoas agem.

 Porém, podemos afirmar que a ética é algo pessoal e que tal decisão não deve ferir os princípios sociais e nem as pessoas ao nosso redor. Assim, ao tomarmos uma decisão ética como essa, uma pergunta pode ser levantada: Se todas as pessoas do mundo agissem da forma como eu me comporto agora, o mundo seria melhor?

 [1] Ver homepage: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1363609-5602,00-GAROTA+DE+ANOS+DA+A+LUZ+MENINA+NO+DIA+DE+SEU+PROPRIO+CASAMENTO+NA+BULGARIA.html

 

Por que só damos valor quando perdemos? Os princípios básicos do Reforçamento Positivo e da Extinção

Postado em Uncategorized em 17 17UTC setembro 17UTC 2009 por Igor Madeira

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“Os reforços que nos alimentam, também nos matam, isso é fato ”(MADEIRA,2009)

            Um dia desses estava no ônibus a caminho da supervisão clínica, haviam duas mulheres que estava discutindo as frustrações amorosas e as experiência que cada uma delas havia vivenciado, eis que de repente uma delas solta uma frase semelhante a essa:

- Nossa, ele realmente me amava, pena que descobri isso tarde demais, agora ele está com a fulaninha lá, eu era feliz e não sabia  P#@%$ !

            Acredito que 99% da população mundial deve ter se queixado um dia de algo que tinha e que só valorizou a partir do momento que perdeu. Não estou falando somente das decepções amorosas que as pessoas vivem cotidianamente, mas de todos os outros fatos da vida.

            Como um Cientista do Comportamento, me proponho a responder ou criar hipóteses para uma possível explicação (não casuística), para esse fato do cotidiano.

Um dos princípios elementares da Análise do Comportamento ou do Behaviorismo Radical e que me fez refletir de imediato ao ouvir a frase no ônibus foi na seleção por consequências de Skinner, baseada nos pressupostos de Charles Darwin.

Darwin afirmou que os organismos adaptados ao ambiente são os que teriam maior probabilidade de sobrevivência e de reproduzirem descendentes já adaptados a essas novas características modeladas pelo ambiente ou pela seleção natural.

Pautando-se em Charles Darwin, Skinner postulou que todo comportamento é mantido e modelado pelas consequências que ocorrem após o seu acontecimento. São as consequências que determinam se o comportamento será estabelecido ou não. No modelo Skinneriano as consequências reforçadoras são aquelas capazes de aumentar a probabilidade da ocorrência do comportamento. Um exemplo de reforço é: Eu estar em um restaurante jantando com alguém e pedir que a pessoa que me acompanha que me passe o sal e ela me dar o Sal, nesse caso, a entrega do sal serviu como reforço ao meu pedido, a probabilidade de eu pedir sal quando eu necessitar dele novamente é muito maior, pois as consequências do meu pedido em situações anteriores foram reforçadoras. O Reforço que acrescenta algo ao ambiente é denominado pelos analistas do Comportamento como Reforço Positivo. Enquanto aqueles reforços que tem o poder de eliminar um estímulo aversivo são chamados Reforços Negativos. Um exemplo claro de Reforçamento Negativo é eu estar com uma tremenda dor de cabeça, o som da minha casa está altíssimo, eu ir lá e desligar o som na tentativa de aliviar minha dor de cabeça. Caso a dor de cabeça diminua, o comportamento de desligar o som servirá como reforçamento negativo, pois ele eliminou aquilo que me incomodava. E na presença dessa mesma condição ambiental ou uma condição parecida a essa, a probabilidade de eu tentar eliminar ruídos para aliviar a minha dor de cabeça é muito grande. Assim, o termo positivo refere-se a ACRÉSCIMO enquanto os termos negativos equivalem à RETIRADA. O reforço positivo acrescenta algo ao ambiente enquanto o reforço negativo retira um estímulo aversivo do ambiente.

- Mas que relação há entre darmos valor aquilo que perdemos com os princípios básicos de reforçamento positivo e reforçamento negativo?

Vou responder a essa pergunta formulando outra. A maioria das pessoas detestam perder não é verdade? Se todas as vezes que eu estou com sede eu bebo água, quando a água faltar e você tiver sede o que você faria? O leitor deve estar nesse momento formulando um monte de hipóteses para a solução desse problema, há de concordar comigo que talvez irá a padaria comprar água, pedirá a vizinha, mas fará alguma coisa pra matar a sede. É dessa forma que as coisas acontecem, se todas as vezes que nós emitimos um determinado comportamento e as consequências dele é nos acrescentar algo, ficamos satisfeitos, costumo até dizer que consequências reforçadoras demais geram saciação; porém quando emitimos o mesmo comportamento e as consequências reforçadoras anteriores não nos acontecem “enlouquecemos”, a probabilidade de fazermos qualquer coisa para obter uma conseqüência parecida com a que tínhamos é muito grande. Partindo desses pressupostos podemos responder a pergunta feita no título desse texto: Por que só damos valor quando perdemos? A resposta básica é: pelo fato dos reforçadores que tínhamos antes não acontecerem mais, fazemos de tudo para tê-los novamente e ai percebemos o quanto eles eram importantes, pois a importância só é dada quando não se tem não é verdade? Portanto meu caro leitor, não perca os reforçadores que te façam bem, valorize cada segundo importante da sua vida, cada pessoa que diz que te ama, pois um dia essas consequências prazerosas podem acabar, ai, fazê-las com que elas aparecem novamente pode ser muito trabalhoso, pois as condições ambientais anteriores não serão as mesmas. Portanto, lembrem-se: “Os reforços que nos alimentam, também nos matam, isso é fato ”(MADEIRA,2009)

 

As inverdades sobre o Behaviorismo Radical que você deveria saber !

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em 9 09UTC setembro 09UTC 2009 por Igor Madeira

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As citações abaixo são de B.F. Skinner em seu Livro sobre o Behaviorismo, onde ele relata as acusações feitas ao Behaviorismo Radical e que por sinal são todas falsas. Esse trecho é uma parte da primeira aula do Curso que ministrarei na Universidade nas próximas semanas.

 

1-     O behaviorismo ignora a consciência, os sentimentos e os estados mentais;

2-     Negligencia os dons inatos e argumenta que todo comportamento é adquirido durante a vida do indivíduo

3-     Apresenta o comportamento simplesmente como um conjunto de respostas a estímulos, descrevendo a pessoa um autômato, um robô, um fantoche ou uma máquina;

4-     Não tenta explicar os processos cognitivos;

5-     Não considera as intenções ou propósitos;

6-     Não consegue explicar as realizações criativas – na Arte, por exemplo, ou na Música, na Literatura, na Ciência ou na Matemática;

7-     Não atribui qualquer papel ao eu ou à consciência do eu.

8-     É nescessariamente superficial e não consegue lidar com as profundezas da mente ou da personalidade;

9-     Limita-se à previsão e ao controle do comportamento e não apreende o ser, ou a natureza essencial do homem;

10-  Trabalha com animais, particularmente com ratos brancos, mas não com pessoas, e sua visão do comportamento humano atém-se, por isso, aqueles traços que os seres humanos e os animais têm em comum;

11- Seus resultados, obtidos nas condições controladas de um laboratório, não podem ser reproduzidas na vida diária, e aquilo que ele tem a dizer acerca do comportamento humano no mundo mais amplo, torna-se, por isso, uma metaciência não-comprovada;

12- Ele é bem supersimplista e ingênuo e seus fatos são ou triviais ou já bem conhecidos;

13- Cultua os métodos da Ciência mas não é científico; limita-se a emular as Ciências;

14- Suas realizações tecnológicas poderiam ter sido obtidas pelo uso do senso comum;

15- Se suas alegações são válidas, devem aplicar-se ao próprio cientista behaviorista e, assim sendo, este diz apenas aquilo que foi condicionado a dizer e que não pode ser verdadeiro;

16- Desumaniza o homem; é redutor e destrói o homem enquanto homem;

17- Só se interessa pelos princípios gerais e por isso negligencia a unicidade do individual;

18- É nescessariamente antidemocrático porque a relação entre o experimentador e o sujeito é de manipulação e seus resultados podem, por essa razão, ser usados pelos ditadores e não pelos homens de boa vontade;

19- Encara as idéias abstratas, tais como moralidade ou justiça, como ficções;

20- É indiferente ao calor e à riqueza da vida humana, e é incompatível com a criação e o gozo da arte, da música, da literatura e com o amor próximo.

 Referência Bibliográfica:

SKINNER, B.F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix LTDA, 2002.

XVIII Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental !

Postado em Uncategorized em 28 28UTC agosto 28UTC 2009 por Igor Madeira

Olá à todos vocês que acompanham esse blog. Essa semana estive em Campinas-SP no Encontro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental – ABPMC. O evento reúne todo o ano os maiores analistas e pesquisadores do Comportamento do Brasil. Na ocasião pude trocar experiências com Hélio Guilhardi, Patrícia Piazon, Roberto Banaco, Kerbauy, Téia, Nilza Micheletto, Alex Machado, Elizeu Borlotti e Carlos Eduardo Costa(CAE). Voltei com os comportamentos pré-correntes a mil por hora, cheio de idéias para postar aqui. Abaixo, algumas fotos do evento, em outras ocasiões colocarei outras.

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Os reforçadores na Música de Bruno e Marrone

Postado em Uncategorized em 19 19UTC agosto 19UTC 2009 por Igor Madeira

Dia desses estava conversando com um grupo de amigos e essa música tocou no local onde estávamos e de imediato percebi que há muitos reforçadores implícitos nela(descreverei isso depois), passei a semana inteira meditando sobre isso, até no momento em que eu mediava a mesa do Dr. Roosevelt lá estava a música na minha cabeça, claro, o Estímulo Discriminativo estava presente rs…., o interessante é avaliar o conteúdo de sua letra. Como é bom dedicarmos todas as nossas ” forças ” para as pessoas que amamos. Não tenha dúvida de que medir esforços pra deixar alguém que você ama muito feliz, valerá sempe a pena, mesmo que isso seja contrário a tudo aquilo que a “ sociedade ” apregoa. Você entendeu o que eu quis dizer com isso. Portanto, faça valer a pena apesar das circunstâncias !

Me diz o que você quer que eu te faça
E eu te faço amor
Me diz o que você quer que eu te diga
E eu te digo sim
Me diz o que você quer que eu te dê
E eu te dou meu bem,Tudo de mim eu faço o que você quiser
Só pra te ver feliz
Eu não vou parar, eu vou mimar você até quando eu puder
Se isso é um defeito você pode até pedir pra eu parar, aaaa
Mais isso é tão bom, eu cuido de você,você cuida de mim
Se existe outro jeito eu prefiro assim
E quer saber eu vou te amar
Assim, você quem vai cuidar de mim
Eu cuido de você enfim, amor não vai faltar
Me diz o que você quer que eu te faça
E eu te faço amor
Me diz o que você quer que eu te diga
E eu te digo sim
Me diz se você quer que eu adivinho eu posso até tentar,descobrir
Eu faço o que você quiser
Só pra te ver feliz
Eu não vou parar, eu vou mimar você até quando eu puder
Se isso é um defeito você pode até pedir pra eu parar, aaaa
Mais isso é tão bom, eu cuido de você,você cuida de mim
Se existe outro jeito eu prefiro assim
E quer saber eu não vou parar
Eu vou mimar você até quando eu puder
Se isso é um defeito você pode até pedir pra eu parar, aaaa
Mais isso é tão bom, eu cuido de você, você cuida de mim
Se existe outro jeito eu prefiro assim
E quer saber eu não vou parar
Eu vou mimar você até quando eu puder
Se isso é um defeito você pode até pedir pra eu parar, aaaa
Mais isso e tão bom eu cuido de você, você cuida de mim
Se existe outro jeito eu prefiro assim
E quer saber eu vou te amar, assim você quem vai cuidar de mim.
Eu cuido de você e enfim amor nao vai faltar
Assim
Eu cuido de você e enfim amor não vai faltar
Assim
Amor não vai faltar

Agora Sim …. de Volta ….

Postado em Uncategorized em 18 18UTC agosto 18UTC 2009 por Igor Madeira

Depois da correria para organização do XIV Seminário de Psicologia do Leste Mineiro, poderia dizer que finalmente deu tudo certo, as consequências foram super-reforçadoras  e as contingências favoreceram a ocorrência do evento. A todos vocês que participaram, o meu muito obrigado ! Principlamente a Galera do 10º Período da Psi da Univale, vocês foram brilhantes, com o apoio de vocês conseguimos realizar o maio seminário de psicologia de 2009 em Minas Gerais. Algumas fotos abaixo, que eu tirei com o Dr. Roosevel Starling , um dos maiores analistas do comportamento da atualidade no Brasil. Na ocasião falamos sobre comportamento humano e contexto religioso e algumas fotos do evento

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Aviso aos leitores do Blog

Postado em Uncategorized em 24 24UTC julho 24UTC 2009 por Igor Madeira

Peço desculpas aos leitores desse blog por não estar postando nenhuma novidade. nos últimos dias estou ocupado com a organização do XIV Seminário de Psicologia do Leste Mineiro, acertando os últimos detalhes para o maior evento de Psicologia em Minas Gerais, além de estar em fase final na coleta de dados da pesquisa que eu estou realizando e isso está consumindo 16 horas do meu dia. Mas, mesmo assim, estou preparando um novo texto com o nome de ” Os fatos certos em contingências erradas “. Um forte abraço a todos vocês.

Igor Madeira

Quando é preciso jogar a toalha !

Postado em Uncategorized com as tags , , em 22 22UTC junho 22UTC 2009 por Igor Madeira

Toalha

“Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Salmos 126:6)

Fazem algumas semanas que venho pensando e ao mesmo tempo relutando em escrever esse texto, talvez pelo fato da minha história pessoal não permitir tal feito, pois os diversos ambientes que tive contato, fizeram de mim um cara perseverante e que sempre acreditou que os reforços mesmo quando impossíveis, eles podem acontecer. Porém os diversos experimentos pessoais que venho realizando, me provaram absolutamente o contrário: Que jogar a toalha em algumas ocasiões é preciso.

A grande maioria dos leitores vivem atrás de respostas ou receitas que possam solucionar-lhes os problemas, fixam-se e compram livros de Auto-Ajuda, na esperança de que contenham palavras ou fórmulas mágicas que lhes mudarão as vidas. A grande parte dos autores pautam-se no princípio do encorajamento, no sentido de que você deve lutar pelos seus objetivos, nunca desistir e ter perseverança. Mas tal postura “perseverante” não adianta se as condições do mundo em que você vive não colabora para que seu intento se realize. Diante dessa exposição, o que fazer?

Bom, se eu fosse um escritor de auto-ajuda, sem sombra de dúvidas lhe diria para persistir, pois o ditado diz que “quem espera, sempre alcança”, mas infelizmente meu caro leitor, parto do princípio de que se você tentou diversas vezes e não conseguiu “não adianta gastar boa vela com mau defunto ”, pois o sobrenatural(contingências acidentais) não vai acontecer.

A maioria de nós, quando empenhados em um grande projeto, ou em uma pessoa, dispende grande parte do nosso tempo e da nossa energia, simplesmente para termos o sucesso como resultado final, ao que eu atribuo de Reforçadores. Porém, quando esses eventos reforçadores ao decorrer do tempo não acontecem, nossa tendência natural é desistir, é isso mesmo o que eu aconselho você a fazer: Desista, pois não vai dar certo, não adianta tentar tirar água de pedra se as contingências não colaboram, não adianta perder sua energia física se desgastando com algo que poderá nunca acontecer, pois o resultado final disso chama-se frustração, estresse, fadiga e tantos outros sintomas que eu poderia enumerar aqui.

Se você meu caro leitor, já tentou de todas as situações, apelou até pra benzedeira e aquilo que você almeja ou sonha não acontece? pule fora, parta pra outros tipos de reforços, movimente sua vida, mude a rotina e busque novos horizontes, em tese: Jogue a Toalha para a mesmice, pois as vezes é preciso.